25 de nov de 2010

Belo texto por George Carlin

Essa semana recebi um texto que me fez refletir muito e por isso vou compartilha-lo com vocês. Boa leitura.

O Paradoxo do Nosso Tempo

"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores
impamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construimos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

3 de nov de 2010

Exposição Jean Michel Fauquet (Base submarina de Bordeaux)

Esse fim de semana fui à uma exposição sensacional num lugar extraordinario.

A base submarina de Bordeaux é um impressionante vestigio da Segunda Guerra Mundial, ela foi construida de 1941 à 1943 para abrigar a frota de 12 submarinos da Marinha Alemã. hoje, dos 42000m² deste imponente edificio, 12000m² estão aberto ao publico.
Neste momento a Base Sous Marine acolhe a exposição: Images Telluriques do fotografo Jean Michel Fauquet.
Fauquet nasceu em Junho de 1950 em Lourdes, mas passou sua infância aqui em Bordeaux, suas fotos tem algo de misterioso e enigmatico, dentro da Base submarina o acordo entre o trabalho do artista e o local é perfeito. As fotos são desconcertantes, ficamos na duvida se é uma foto ou um desenho. Temos a sensação de mistério, de traços que não podemos ver, paisagens pela qual nunca passamos e portanto a impressão é de que conhecemos aquele lugar. 
Seu trabalho é essencialmente realizado num atelier à partir de temas que ele mesmo cria. Desenhos, pinturas, esculturas, são algumas das etapas que contribuem à fabricação de objetos que são pintados e depois fotografados. Mais tarde, sob a luz do atelier ele prepara todo um cenario para fotografar esses objetos. Ele revela as fotos em preto e  branco, com uma claridade no centro que some bem sutilmente. O negativo pode ser retocado, realçado com a caneta ou com o lapis, até mesmo pintado para ficar ainda mais escuro.

Para aqueles que se interessaram, a exposição vai até o dia 5 de dezembro. Base Sous-marine - Boulevard Alfred Daney 33300 Bordeaux

 


15 de out de 2010

Minhas aventuras na cozinha

Pois é gente, quando morava com minha mãe, era muito raro eu cozinhar em casa, so fazia alguns bolos, o de cenoura era a minha especialidade.
Aqui na França tive que me virar e me aventurar na cozinha e por incrivel que pareça estou me surpreedendo hehehehe.
Tudo que nunca tinha feito no Brasil comecei a cozinhar aqui, como diria minha mãe: "Quando a agua bate na bunda a gente aprende a nadar!!!". E mais uma vez ela tinha razão.
Apredi a fazer feijoada (adaptada por falta de algumas carnes), ratatouille, até camarão na moranga eu fiz, quanta evoluçao nao é?
O que é legal é  q a francezada ADORA comida brasileira. No começo eles acham estranho ter que comer, arroz, feijão preto, banana empanada e couve tudo junto e misturado kkkk. Mas depois que eles provam pedem até a receita.
Dia desses estava com uma vontade enorme de comer coxinha de frango, essas que comemos em aniversarios ou aquelas que se vende em padaria.
Então coloquei a mão na massa, literalmente. MEU DEEEUS fiquei a tarde toda fazendo coxinha kkkkkkk.
Nao imaginava que desse taaaanto trabalho. Como foi a primeira vez que fiz, foi muito demorado, nao sabia modela-las direito.

No final das contas, 50 coxinhas, uma tarde toda pra fazer, alguns minutos para DEVORAR kkkkk. Até que elas ficaram boas.
Afinal não sobrou nenhuma hehehehe.
Se alguém quizer se aventurar também, depois passo a receita. =)

5 de out de 2010

J'adore!

Hesitei muito para fazer este blog, mas enfim ai esta ele. Hesitei da mesma maneira na hora de escrever meu primeiro post, mas vamos la...
Pretendo relatar aqui coisas que j'adooore, coisas das quais sinto falta, curiosidades da minha pacata vida na França e por ai vai.
Alguns de voces ja me conhecem, para aqueles que ainda não: Prazer Juliana, pros mais intimos Juju ou Ju, como preferir.
Tenho 24 anos e moro em Bordeaux desde 2008. Me apaixonei por um maravilhoso frances que na época trabalhava no Brasil e viemos pra ca de mala e cuia.
Vim com a cara e a coragem literalmente, nunca tinha viajado pra tão longe. Acho que a maioria dos brasileiros tem dificuldades de sair debaixo da saia da mamãe, comigo não foi diferente.
Quando cheguei não falava frances, não tinhamos casa e pra ajudar era inverno hehehehe. Ficamos hospedados na casa de amigos do Lilian(meu namorido). Algumas semanas depois me inscrevi na Aliança Francesa, um mês e meio depois tinhamos alugado um apartamento. Fiquei aqui três meses, neste tempo ja arranhava no francês, precisei voltar pro Brasil pois ainda nao tinha meu visto. Cinco meses depois com o visto de estudante voltei e ai sim começou a minha vida à la francesa.
Antes sentia muita falta de tudo no Brasil, hoje ja me acostumei ao modo de vida francês. Aqui fiz amigos pra vida toda. Pessoas tão especiais quanto às que "deixei" no Brasil.